Daqui esguicha o leite,
esturricado o bico no peito do sol.
Esta curva é chafariz, não vê?
O que corre:
sangue doce de floresta
(ou sua temperatura
que é minha memória).
Amanheço apavorada.
Não sei se foi o canto,
o ninho,
um arco posto
ou seta.
E ai, me encolho dormente,
eu pasto.
Sou dela a coisa ausente,
o que está no meio do laço.
Bebemos o café
da primeira manhã.
Desde então
o vento levanta
todas as manhãs
(e os olhos seus
que são o brinquedo de Deus).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário